quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Novos Paradigmas e o Desenvolvimento Humano - Da Economia Solidária à Economia Baseada em Recursos


Novos Paradigmas e o Desenvolvimento Humano - Da Economia Solidária à Economia Baseada em Recursos

Wandeson Ricardo da Silva - 2012





Nos últimos anos têm-se assistido a explosão de diversas crises financeiras as quais demonstram a total ineficácia e vulnerabilidade do atual sistema econômico. Vemos crescente aumento das desigualdades sociais e um aumento nos conflitos humanos em diversos locais. Tal sistema criou um ambiente não propicio ao desenvolvimento de forma igual e acessível a todos. Neste contexto mudanças fazem-se necessárias afim de corrigir determinados problemas presentes na nossa sociedade atualmente. Podemos pensar neste aspecto em medidas a curto, médio e longo prazo. Que teriam por objetivo resolver tais problemas, além de desenvolver um novo modelo econômico e criar um ambiente propicio à transição para este modelo.


Poder-se-á pensar em alterações no modo de produção e distribuição das riquezas que levassem em conta o desenvolvimento sustentável, focado no ser humano e não no capital, bem como acabar ou ao menos diminuir as desigualdades sociais, ou seja, uma “economia solidária” com base associativista e cooperativista propondo-se a geração de empregos e distribuição de seus recursos e lucros produzidos e obtidos de forma igual aos seus membros. À médio e longo poderíamos pensar em um novo modelo não baseado no dinheiro e exploração da escassez como um meio para o aumento do valor do recurso produzido afim de maior obtenção de lucros. Sobre este segundo podemos citar o Modelo de Economia Baseada em Recursos que propõe-se através de estudos e do bom e otimizado gerenciamento de recursos existentes torná-los disponíveis a todos sem a necessidade de dinheiro, créditos, ou comércio, libertando-se o indivíduo de ser explorado e tornar-se escravo do “capital”.
Partindo-se destes tópicos e observando a realidade que nos cerca poder-se-á observar de onde derivam boa partes dos problemas encontrados em nossa sociedade, como por exemplo, crescimento das desigualdades e aumento na violência, que estão inerentemente ligados. Numa sociedade permeada por desigualdades e injustiças e um ambiente não propicio ao desenvolvimento. Este ambiente não propicio é criado por um sistema baseado na escassez e em leis de mercados dos quais se utilizam grupos corporativos afim de aumentarem os preços dos recursos/produtos por eles fornecidos à população. Não havendo assim preocupação alguma com o meio ambiente e o ser humano. Além destes aspectos é questionável a qualidade destes bens produzidos já que os mesmos são produzidos para não terem uma durabilidade longa forçando o consumidor à obtenção de um novo, descartando o antigo, o que consequentemente aumenta a quantidade lixo jogada no meio ambiente aumentando-se assim a poluição a qual têm consequências graves. Tudo isto atrelado a governos corruptos e que muitas vezes estão submissos aos interesses das grandes corporações e grupos cujo interesse é unicamente manter a situação como está pois para eles assim parece mais lucrativo. Daí resultam as desigualdades, poluição do meio ambiente, conflitos humanos, entre outros problemas advindos de nosso atual sistema. Podemos então levantar a seguinte questão: 'Mas o que é necessário para romper esta situação? ' . A resposta apesar de simples requer o engajamento de diversos setores desde a população, os políticos e os empresários. Mas sabemos que para muitos grupos tais mudanças não agradarão. Apesar disto com um forte esclarecimento e desenvolvimento de um novo modelo consistente bem como o engajamento da população é possível pressionar e boicotar determinados grupos que não estão comprometidos no desenvolvimento de uma sociedade focada no bem-estar coletivo e no respeito ao meio ambiente. Também são necessárias politicas públicas voltadas a educação afim de fornecer as pessoas ferramentas necessárias para as mesmas participarem de forma ativa destas mudanças sociais mas em contrapartida para tais politicas públicas para melhoria e criação de um ambiente propicio ao desenvolvimento serem desenvolvidas e aplicadas também se faz necessária uma forte participação do povo cobrando e reivindicando a aplicação de tais politicas. Tais politicas impactariam na drástica redução das desigualdades sociais e nos índices de criminalidade.
Assim percebemos que é necessário um engajamento e uma participação na discussão por todas as pessoas para que de forma colaborativa propor-se novos caminhos a serem seguidos e solucionar-se os problemas enfrentados por nossa sociedade e nos prepararmos para os problemas que possam surgir no futuro e garantir o desenvolvimento de uma sociedade mais justa e pacifica sem pobreza, fome, guerras entre outros problemas que são uma constante e que foram criados e agravados ao longo da história através de praticas imperialistas e autoritárias as quais não possuíam preocupação alguma com suas consequências futuras e tão pouco com os direitos humanos.


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